SNES classic é melhor que PS1 Classic?!

Tem algum tempo que ando acompanhando não só o spinoff retrô da família PlayStation, mas esse movimento saudosista e assim observo desde o anúncio do batizado PlayStation Classic por parte da Sony até as notícias (e textos e imagens, seguidos de vídeos) a respeito do uso e do desenvolvimento da comunidade em cima do pequeno console. E em parte tem sido promissor, porque o chipset é conhecido, o coração dele, longe do RISC 33Mhz do PS1 original, conta agora com um ARM que é a base do pequeno portátil, um processador MT8167A SoC Quad-Core ARM Cortex A35 CPU rodando a @1.5GHz e munido de 1GB DDR3 (1866MHz), somado a notícia de que ele usa um emulador PCSX ReARMed de código aberto, não tardaria a aparecer algum sploit para ganhar acesso ao sistema.

Parte da necessidade de ganhar acesso ao sistema se resume ao fato de que há somente 20 jogos inclusos, com um buraco enorme na lista de jogos desejáveis que são campeões clássicos, além da inclusão de jogos nem tão memoráveis assim. E mesmo separando a lista oriental da ocidental, títulos como Gran Turismo ficaram de fora. E isso se deu por duas razões, a primeira é o emulador em si, que sofre com inconsistência e perda na taxa de quadros em jogos PAL frente aos jogos NTSC (o que resulta em uma lag visual e de input horrível pro jogador) e a segunda razão é o Samsung 16GB eMMC NAND memory, o “HD” interno do PS Classic. Simplesmente não há espaço para muito mais jogos além dos 20+emulador+configurações internamente.

Desbloqueio!

Não tardou após a notícia de qual o chipset, seguido do emulador, para que se descobrisse acesso as configurações do emulador por meio de um teclado USB. E, por mais arbitrário e surreal que possa parecer, uma vez plugado o teclado, o trabalho todo é apertar a tecla ESC nele para ter acesso ao menu do emulador. Simples assim. Sério. E com isto todo um leque de opções se abriu sem que seja necessário fazer nenhuma intrusão no aparelho (sequer precisa abrir ele).

Com direito a salvar e carregar o estado do jogo, incluir cheats, mudar controles…
Ajustar linhas da tela e seu brilho…
Exibir a taxa de quadros, inserir plugins, ajustar a tela…

E a Sony favoreceu esse acesso ao mudar as portas proprietárias do PS1 antigo para as modernas e pequenas portas USB frontais pros controles. Ele permite não apenas a inserção e uso de um teclado, mas a leitura de um drive externo em uma USB e, assim, a inclusão de novos títulos (virtualmente, a biblioteca toda) no pequeno Classic. E ainda mais esquisito é que a Sony sequer tem um método de bloquear isso nesse primeiro lote do console, uma vez que já foi embarcado e não há nenhuma previsão da própria Sony a se fazer patch ou mudanças de qualquer tipo (incluindo especialmente a de jogos).

E já existem vídeos até mesmo ensinando a como colocar esses jogos para que apareçam com capa e nome no menu de jogos do Classic.

Em caso de curiosiodade, esse é o PS Classic por dentro

SNES Classic melhor?

Curiosamente o SNES Classic roda outro chipset baseado em ARM, o AllWinner R16, quad-core @1.2GHz e possui “apenas” 256MB de RAM DDR3. Por cima, o PS Classic deveria rodar melhor, mas com o hack do retrô moderno da Nintendo não tardaria a ser possível usar o mesmo emulador do PS Classic em cima do SNES Classic e poder comparar. E o resultado é surpreendente, uma vez que o emulador montado em cima seja o PCSXRearmed com Retroarch, o Nintendo roda PlayStation melhor que o Sony – e custando menos.

O vídeo acima fica ainda mais explícito do tamanho da diferença no caso específico do Ridge Racer Type 4 se você ajustar o YouTube a rodar o vídeo a 0,25x, será possível perceber a gritante diferença de fluidez entre os emuladores.

Ao que parece, Nintendoes what Sony don’t. (Nintendofaz o que a Sony não)